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CACHOEIRAS

Ontem voltei a sonhar com ventos intermináveis e tempestades furiosas. Cachoeiras misteriosas perdidas em um planeta imenso. Longas caminhadas solitárias em um campo sem fim. Alto, muito alto, quase tocando as nuvens. Podendo acompanhar o mergulho do falcão sobre sua presa. Mais que sonhos, vida cifrada, símbolos perdidos na escuridão da memória humana. Voltas e revoltas à procura de algo indefinível. A névoa abre passagem a cada passo firme. Sinto as rochas sob a sola das botas. Meus cabelos gélidos ao vento do sul. Uma solidão muito além de se estar só. A vida como uma queda d’água que termina vaporizando-se de tão longa. E nesse vôo lento, após a queda vertiginosa, um novo horizonte antes de outra queda. Caminho por este planeta que me pertence, mas não é meu. E nessa caminhada contemplo as cachoeiras que percorrerei escolhendo cada queda como se fosse a última.



Escrito por Daniel às 01h28
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COISA DE CRIANÇA

Lembrei-me de uma longa espera, por dias a fio, em tardes de inverno. A promessa da chegada já não me afetava quando chegaram, nem mesmo sua presença. Não sabia muito bem o que sentia, mas sabia que nada importava. Alguns anos se passaram, mas esse sentimento se solidificara. Vi claramente, em um fragmento de memória, a terra batida do campo de futebol em um terreno abandonado. Os primeiros socos, arrancando dentes de leite, meu nariz sangrando, meus lábios rachados. Eu no meio de um grupo e os amigos correndo, longe já, depois de soltarem suas bravatas. O sentimento foi lapidado assim, ano a ano, por uma talhadeira cortante como a lâmina de um Katana. Sem segunda chance, como a vida. Sem vencedores ou vencidos, simplesmente mortos ou vivos. Muita adrenalina. Assim aprendi em quem confiar com quem contar, quando as batalhas começassem. Um fica acima à direita, outro abaixo, mais um fica acima à esquerda e seu correspondente abaixo e, no centro acima, o que calcula a rota de fuga ou o caminho para casa. Coisa de criança.



Escrito por Daniel às 21h01
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ESTRADAS

Estradas estranhas que levam e trazem a lugares desconhecidos. Teia de destinos desencontrados que se afastam em linhas tênues num écran trêmulo de memórias duvidosas. Desejos desviados, confusos, aparados por outros desejos em uma cadeia de eventos caóticos que desarranjam a lógica formal. Não há passo sem retorno, no entanto é apenas outra cidade que fica. Como a estrada que passa acelerada sob a vibração do motor louco, a identidade se desfaz. Palavras não importam, nem atos ou sentimentos. Como o vento cortante e rápido não há ninguém nessa estrada, apenas os rumores de um passado e todas as incertezas de um futuro. Sem compaixão, tristeza ou saudades. Outras estradas se afastam da principal para infinitos múltiplos lugares.



Escrito por Daniel às 23h42
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EXTRAÑO SUEÑO

Esta noche tuve un extraño sueño mientras miraba las espiras del cigarro en la soledad de mi balcón. Me sentí como el último de los fumantes solitarios. Sin tener que escuchar un tango pude oler un aire de Río de La Plata. Me recordé de las aguas entre los árboles y sauces que parecían tus cabellos al viento. Ya te soñaba despierto (como ahora) cuando niño que crecía en pantalones viejos. Sé que te encuentras por las calles con ojos que buscan.  Sé que eres un sueño qué nunca alcanzaré. Por eso camino por las noches con la misma expectativa de siempre. Estoy listo, soy loco sin “banderitas en la cabeza”, pero sí llevo mí “porteña soledad” por calles de invierno. Solo tú puedes entender el olor  a tierra mojada de la Pampa que tanto extraño y el frescor de los arroyos en verano. Mí dulce  mujer del sur, te extraño sin conocerte.



Escrito por Daniel às 04h11
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Lançamento da oitava edição da Revista Lasanha, segunda-feira, dia 07 de julho
 
Segundo as palavras de MaicknucleaR "Após uma longa e dolorosa estadia nas profundesas de uma geladeira fria e sem alma, eis a volta da revista literária digital mais gostosa da internet...."
 
Só sei que apesar da geladeira ela vem quente com uma turma da pesada!
 
Alessandro "Robocop" Bartel - Angela Oiticica - Bárbara Lia - Beatriz Bajo - Caco Pontes - Cassiano Monteiro - Cassio Amaral - Célia Musilli - Cesar Ribeiro - Daniel "Danny Boy" Cavana - Daniel Faria - Diniz - Humberto "Bebeto Cicas" Fonseca - Jarbas Capusso Filho - Karina Abramovich - Larissa Tanganelli - MaicknucleaR - Marcelo Ariel - Márcio Américo - Mariana Hagnè - Me Morte - Natanael de Alencar - Nicole Louise - Paula Klaus - Paulo de Tharso - Paulo F - Pedro Pellegrino - Ricardo Carlaccio - Robson Araújo - Rogério Saraiva.
 
 
É isso!


Escrito por Daniel às 17h27
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PORTAL

Caminhou pelo vale aprazível rumo ao monte Vênus. Sabia que por trás daquele monte que se recortava suave sob o céu do amanhecer encontraria o portal. Serpenteou nas picadas que rodeavam o brejo procurando o ponto exato do vale sem saída. Ali, antes dos campos de capim e samambaia viu o forte reflexo da lâmina fincada ao chão banhada pelos primeiros raios do sol. A grande alma o esperava do outro lado. Para ele, senhor da vontade e da ação, este mundo desapareceria após a passagem em uma destruição imediata. Para quem o estivesse observando ele desapareceria deixando apenas um rastro que terminaria no ar quando a última partícula de areia caísse. A cada toque de seus pés no solo arenoso a destruição, ao levantá-los a vida desabrochando entre os grãos.



Escrito por Daniel às 02h08
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PORTAS

Superando os limites do suportável. Muito além de qualquer dor ou prazer. Bem ali, no domínio supremo da vontade. Um ponto se abre e uma nova percepção se desvenda. Sem julgamentos, sem preconceitos. O orgulho se desfaz como uma crosta envelhecida. Há apenas a ação. Como um trem carregado e desgovernado descendo a ladeira íngreme. Ou se está nele ou se sai da frente. Cada ponto de luz se torna um feixe trêmulo que passa velozmente e a cidade se desfaz em ritmos alucinantes que desconheço. Cada pensamento com a textura do som das ondas deslizando em areias quentes. Nesses meandros de luzes se encontram as portas que levam a outras portas numa viagem contínua e sem retorno.



Escrito por Daniel às 02h30
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ÚLTIMA FICHA

O Carcamano Irado ataca novamente e vem acompanhado por uma pá de gente. Sábado a partir das 15:30 no Satyros 2. E a Kate Blue vai estar lá.



Escrito por Daniel às 12h38
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CAMINHADA DE INVERNO

Sem me sentir nostálgico voltei pelas ruas nesta noite de inverno e uma música tocou-me a mente. Veio meio assim ao acaso em espirais suaves emergindo e vibrando em meu corpo. Ecoou pelas paredes confusas da memória e me acompanhou na caminhada.

Cuando ya me empiece a quedar solo

(Sui Generis, Confesiones de Invierno, 1973)

Tendré los ojos muy lejos
Un cigarrillo en la boca
El pecho dentro de un hueco
Y una gata medio loca

Un escenario vacío
Un libro muerto de pena
Un dibujo destruído
Y la caridad ajena

Un televisor inútil
Eléctrica compañía
La radio a todo volumen
Y una prisión que no es mía

Una vejez sin temores
Y una vida reposada
Ventanas muy agitadas
Y una cama tan inmóvil

Un montón de diarios apilados
Y una flor cuidando mi pasado
Y un rumor de voces que me gritan
Y un millón de manos que me aplauden

Y el fantasma tuyo, sobre todo
Cuando ya me empiece a quedar solo



Escrito por Daniel às 04h29
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CONTEMPLAÇÃO

Caminhara a manhã inteira, deixando para trás as alturas da Serra. Há muito o sol fustigava meu corpo sem compaixão e com um distanciamento atroz. Capricho da homesotase, transpirava com a fúria dos mananciais. Ao pé da Serra percebi, há alguns quilômetros da entrada da floresta, uma clareira em um carrascal fechado, pouco mais alto que eu. Ficaria protegido da inclemência dos açoites solares que esquentavam meu equipamento. Desfiz-me da mochila, tomei um gole de água. Pus-me a postos para observar, para espreitar como gostava de pensar. Dez minutos e entre os intervalos dos cantos das aves pude ouvir um suave roçar. Agucei os sentidos, todos, até aqueles que não conhecia. Um fluxo neural inundou todo meu corpo.  Surgiu então o predador. Silencioso, cauteloso. Poderoso em sua camuflagem e intenção. Sabia-o em busca de uma presa, impiedoso. Pude observar cada músculo que se contraía. A vida não é vontade de poder, pensei contrariando mais uma regra imposta por um raciocínio lógico. Naquele momento estava acima do predador, eu era mais que o poderoso e apenas contemplei. Só naquele instante pensei que a vida poderia ser apenas a possibilidade de contemplação da solidão de outras formas de vida em um universo árido. A fera se fora, recolhi minha mochila e caminhei para floresta. O dia chegava ao fim.



Escrito por Daniel às 01h28
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PERCEPÇÃO

A percepção se distorce abrindo portas que fazem a realidade cotidiana desaparecer. O que tinha limites precisos é levado a um ponto que carece das imposições limitadas de um materialismo obsessivo. Amplia-se o horizonte de possibilidades e as certezas são arremessadas a um turbilhão de caos. Linhas se sobrepõem a caminhos indefinidos com opções múltiplas. A factitividade em uma escolha, qualquer escolha que leve a uma mudança de estado. Perdem-se os eixos cartesianos dos opostos correlacionados. Reinam parâmetros não-lineares de múltiplas dimensões que se sobrepõem interpenetrando-se em padrões irreconhecíveis. Não há mais certeza, apenas fluxos de opções que se pode percorrer. A homeostase torna-se então uma ação de manutenção de um estado constante que se aferra com toda a força da atenção criando uma realidade palpável.  Caminha-se por essas ruas tortuosas da consciência disparando regras para todos os lados. A grande ilusão, nada é o que se percebe. Interpreta-se a partir de imposições forâneas para assumir uma certeza que não existe.



Escrito por Daniel às 01h43
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REVENGE

Corpos dançando. Um homem parado na multidão. Retaliação de um fígado morto. Payback, I’m ready. Pede desculpas, mas não volta atrás. O suor escorre sem parar e as batidas ritmadas embalam seus pensamentos. Corpos sinuosos lançando sombras. I’am mad, the big payback. Está pronto para a ação, mas espera contido acompanhando com os olhos os quadris que balançam ao ritmo de um baixo marcado. I gotta deal witnh you. Pensa olhando para a morena. Vapor alcoólico e suores hormonais. I’m ready.

Sai alucinado andando por ruas desertas, cruzando viadutos duvidosos. A morte à espreita em cada sombra, uma possibilidade real. Olhos atentos, narinas expandidas e o maxilar contraído. Passos cadenciados, firmes. A encruzilhada, ponto de referência aleatório de uma mente embriagada. Desfiladeiro de prédios cinzentos e luzes douradas. Pensou mais uma vez “I’m mad! I want revenge, the big payback”. Engatilhou a automatica e entrou no prédio.



Escrito por Daniel às 15h04
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MUJER IMPOSIBLE

No sé lo que me pasa, si es la Luna o un temporal solar. Puede ser cuando te encuentro inesperadamente por la calle, puede ser cuando sueño despierto y me doy cuenta que caminas entre la gente y veo tu sonrisa pasando en la cara de otra. Inesperado como un Pampero mi corazón salta al compás de un tango extraño. No me veo. Apenas busco tu mirada para ver el reflejo de tu sonrisa una vez más. Sos la mujer imposible, más allá de lo que pueda desear. Te busco por las noches en caminos solitarios y sueño con tus labios. Mujer imposible del exilio. Solo me queda desearte sin tenerte jamás.



Escrito por Daniel às 03h01
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KATE BLUE

Andou com um sorriso na multidão ensandecida.

 Tatuagens em sua pele branca.

A beleza de seus ombros.

Olhos chorosos e indignação.

Soluços entrecortados pelos sonhos roubados.

Tristeza pela decepção.

Vontade de acordar de um pesadelo que não era mais seu.

Essa noite eu te sonhei Kate Blue.

O calor de teu abraço.

Teus olhos nos meus.

E uma lágrima.



Escrito por Daniel às 12h21
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DENGUE

Aedes aegypti, ele ainda vai te sugar.

 

Entre mosquitos, suas larvas e sapos, fico com o processo de educação da população. Epidemias se controlam com educação e conhecimento, a partir daí é só aplicar as medidas profiláticas com esmero e seriedade. Esse é o único caminho. No entanto, apesar dos alertas dos especialistas da área de epidemiologia as administrações públicas (municipais, estaduais e federal), nada fizeram. Também nada fez a sociedade organizada ou ONGs e OSCIPs de defesa dos direitos humanos ou ecológicas. Portanto, pode-se dizer que a atual epidemia de DENGUE é um descaso, como tantos, da sociedade como um todo, pois, infelizmente, como tantas outras coisas, o responsável por isso é o OUTRO, não nós mesmos. Lembro quando, há, pelo menos, cinco anos eu propagava a idéia de que várias outras epidemias estavam por surgir e era visto como um louco, ou um chato que aborda temas que não são interessantes, isso mesmo que fosse em sala de aula nos três níveis. Por isso, bem-vinda seja a DENGUE, a primeira de tantas outras epidemias que se abaterá sobre a população nos próximos anos. O último a sobreviver que tome as devidas vacinas, se houver.



Escrito por Daniel às 17h35
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